Papa: Governo português deseja pontificado de intervenção ativa da Igreja Católica

© 2013
RADEK PIETRUSZKA/PAP
Numa nota divulgada pelo gabinete do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, o Governo português, "observando a separação entre o Estado e a Igreja [Católica]", considera que os últimos papas têm dedicado a Portugal e aos portugueses uma "particular estima" e refere a "forte ligação da comunidade católica a Fátima".
O executivo de coligação PSD/CDS-PP saúda "vivamente" a eleição do novo papa, "líder espiritual de milhões de católicos espalhados por todo o mundo".
"Fazemos votos de que seja um pontificado de esperança e de paz, de diálogo entre os povos, de intervenção ativa da Igreja [Católica] nas grandes questões que desafiam a humanidade nos nossos dias, sendo o papa um interlocutor destacado no grande espaço público da sociedade civil global", lê-se na nota divulgada pelo gabinete do primeiro-ministro.
O Governo português afirma ainda esperar "que a ação do novo papa em prol dos mais carenciados e vulneráveis prossiga o caminho dos seus antecessores, e que persista na defesa de um mundo mais justo e solidário".
O cardeal-arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio, foi hoje eleito papa pelos 115 cardeais reunidos em Roma, assumindo o nome de Francisco I.
Na sucessão de Bento XVI, a escolha do jesuíta de 76 anos acabou por surpreender os especialistas, já que não era dos mais novos do colégio cardinalício e será o primeiro papa latino-americano.
Francisco I sucede a Bento XVI e será o 266º. papa da Igreja Católica.
IEL (PJA) // SMA


















