Paulo Portas "muito orgulhoso" com postura dos portugueses perante a crise

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epa03401857 German Foreign Minister Guido Westerwelle (R) and Portugese conservative politician Paulo Portas (L) take part in the conference 'Der Wert Europas' (The Value of Europe), at the Foreign Office in Berlin, Germany, 18 September 2012. European intellectuals, politicians and economists are discussing Europe at the conference. EPA/HANNIBAL HANSCHKE
Berlim, 18 set (Lusa) - O ministro dos negócios estrangeiros, Paulo Portas, afirmou-se hoje "muito orgulhoso" pela forma como os portugueses têm enfrentado a crise, numa intervenção numa conferência internacional em Berlim.
"Estou muito orgulhoso da postura dos portugueses, e vamos conseguir resultados", disse Portas no painel de encerramento da conferência "O valor da Europa", em que participou a convite do seu homólogo alemão, Guido Westerwelle.
O MNE português disse também que "são necessárias soluções europeias para resolver um problema europeu, e que só uma reação a nível europeu aumentará a confiança
As lições do passado mostraram, porém, que para poder avançar a Europa tem de estar unida, advertiu Portas.
"Foi assim que sempre progredimos, hoje os argumentos para a a Europa se unir são tão importantes como eram há 60 anos", acrescentou o ministro português.
Westerwelle, por seu turno, começou por elogiar a presença de Paulo Portas na conferência, apesar da situação que se vive em Portugal.
"É de enaltecer a sua presença aqui, porque sabemos que a discussão no seu país é muito difícil, que há muitos protestos", disse o chefe da diplomacia alemã.
Referindo-se depois à Europa, Westerwelle sublinhou a necessidade de aprofundar os mecanismos de integração europeus, transferindo competências nacionais para a União, mas reconheceu que este processo "precisa de tempo".
Westerwelle afirmou que é preciso convencer todos os responsáveis políticos a não desistir do ideal europeu, mas defendeu também que "não se deve bloquear" a vontade de alguns países de avançarem mais rapidamente na integração, nem a de países que queiram abandonar o projeto comum, disse o ministro alemão.
Os dois ministros realçaram ainda as vantagens de a União Europeia ter países com um historial de relações com outros continentes, e Westerwelle lembrou que Portugal, "apesar de ser um país pequeno", tem relações especiais com a América Latina, com a África e com a Ásia que podem ser desenvolvidas para superar os desafios da globalização.
"Este pano de fundo, é importante para definirmos uma nova política externa europeia, e sermos o maior 'global player' do mundo", sugeriu Paulo Portas.
Num outro painel da conferência participou também o deputado socialista Pedro Delgado Alves, que contestou a eficiência das medidas de austeridade tomadas em Portugal e dos seus prazos, mas sublinhou também a vontade dos portugueses de ultrapassar a crise.
Em Portugal "há motivos para corrigir o rumo que tomámos, mas não para o mudar", disse o deputado do PS.
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