PCP alerta para "manobras" do Governo

Seixal
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Visitantes da Festa do Avante descansam à sombra durante o segundo dia da festa, que decorre até dia 5 de setembro, na Amora (Seixal), 4 setembro 2010. JOSÉ SENA GOULÃO / LUSA
Lisboa, 22 set (Lusa) – O PCP alertou hoje para as “manobras que o Governo tem em curso” e que "mantêm o objetivo de assalto aos salários e rendimentos dos trabalhadores e dos reformados” e exigiu a “rejeição do pacto de agressão”.
Numa reação à reunião do Conselho de Estado na sexta-feira, Jaime Toga, membro da Comissão Política do PCP, afirmou que, “o que se exige, não são apelos ao prosseguimento de um programa de ingerência externa, que está a conduzir a vida dos portugueses e do país para o desastre, mas sim a rejeição do pacto de agressão em nome do qual o Governo encontra justificação para intensificar a exploração, as injustiças e o empobrecimento”.
Jaime Toga alertou para “as manobras que o Governo tem em curso, e às quais o Conselho de Estado deu o seu aval, para com eventuais retoques ou `modulações´ na TSU [Taxa Social Única], manter o objetivo de assalto aos salários e rendimentos dos trabalhadores e dos reformados, e o escandaloso e consequente rumo de declínio e retrocesso”.
Para o PCP, o que “inquieta verdadeiramente” os portugueses, não é a “agitada crise política”, mas “a crise social em que as suas vidas mergulharam”.
Para o comunista, a situação exige “a derrota definitiva” do Governo e uma “rutura com a política de direita, a rejeição inadiável do pacto de agressão, e a assunção de uma postura patriótica não subordinada aos interesses do grande capital nacional e transnacional, da União Europeia e de potências como a Alemanha”.
“A esta violenta ofensiva, deverá corresponder a intensificação e multiplicação da resistência e da luta, a transformação do protesto, da revolta e da indignação, em luta organizada”, defendeu.
O Governo informou o Conselho de Estado de que está disponível para, no quadro da concertação social, "estudar alternativas" à alteração da Taxa Social Única (TSU).
"O Conselho de Estado foi informado da disponibilidade do Governo para, no quadro da concertação social, estudar alternativas à alteração da Taxa Social Única", informou o órgão do conselho consultivo do Presidente da República, num comunicado lido pelo secretário do Conselho, Abílio Morgado no final da reunião do Conselho de Estado.
A reunião do órgão político de consulta do Presidente da República foi anunciada na passada sexta-feira, uma semana depois de o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ter anunciado novas medidas de austeridade para 2013, na sequência da quinta avaliação da `troika´ ao Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal.
HN (ACL)




















