PCP não espera boas notícias para trabalhadores da reunião da concertação social

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O íider do Partido Comunista Português, Jerónimo de Sousa, fala aos jornalistas durante a conferência de imprensa de apresentação das conclusões do Comité Central na sede daquele partido, em Lisboa, 23 de setembro de 2012. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA
Lisboa, 23 set (Lusa) - O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou hoje não esperar da reunião da concertação social de segunda-feira "boas notícias", defendendo que está em curso uma "operação" para, "por outro método", abandonando a TSU, "roubar os mesmos".
"É um momento importante na medida em que tudo indica está em curso uma operação em que em nome de largar as alterações à Taxa Social Única, se procura por outro método, por outra via, ir roubar os mesmos do costume, ou seja, os trabalhadores e os reformados", afirmou Jerónimo de Sousa sobre a reunião da concertação social de segunda-feira.
O líder comunista, que falava aos jornalistas após a reunião do Comité Central do PCP, defendeu que, "seja pela TSU, seja com corte de meio salário, como alguns propõem, seja por alterações aos escalões, seja do bolso esquerdo ou do bolso direito, é sempre retirando dos bolsos de quem vive do seu trabalho, dos seus rendimentos".
"Queremos manifestar a nossa profunda preocupação com a autossatisfação do PS por este recuo em relação à TSU. Como se hoje a vida dos portugueses, estes assaltos sucessivos aos seus rendimentos, aos seus salários, não fossem suficientes para manter uma posição de rejeição desta política e deste pacto de agressão", argumentou.
"Veremos o que se passa nesta segunda-feira, mas aquilo que nós pensamos é que não serão boas notícias para quem trabalha e vive dos seus rendimentos, porque são estes que o Governo quer fazer pagar a fatura da crise e da austeridade", afirmou.
Jerónimo de Sousa argumentou que, "das medida anunciadas, em relação a transações bolsitas, às mais-valias, em relação às grandes fortunas, em relação à taxação do grande capital, aqueles milhares de milhões que voam para os offshores, praticamente não há aplicação de mais justiça fiscal".
"Aí o Governo limita-se a fazer uma cócegas enquanto em relação aos salários e às pensões é entrar à bruta", sublinhou.
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