
Acumulação de subsídio e salário promove mais despedimentos - PCP
Lisboa, 06 ago (Lusa) - O PCP reiterou hoje a contestação à medida de acumulação do subsídio de desemprego com o salário, argumentando que promove o despedimento de trabalhadores para os substituir, "por alguns meses, por outros trabalhadores recrutados no desemprego".
"Ao mesmo tempo, este tipo de medidas não só não constituem estímulo à criação de emprego como, pelo contrário, promovem o despedimento de trabalhadores que estão a trabalhar substituindo-os durante alguns meses por outros trabalhadores, recrutados no desemprego, em parte pagos pela segurança social, que ao fim de alguns meses são novamente enviados para o desemprego e com direitos diminuídos", defendeu o PCP.
Segundo o Governo, esta medida de política ativa de emprego, que entrou hoje em vigor, destina-se a acelerar e a incentivar o regresso ao mercado de trabalho de desempregados, constando do Compromisso para o Crescimento, Competitividade e Emprego, assinado entre o Governo e parceiros sociais, em janeiro.
"Esta iniciativa não resolve nenhum dos problemas dos desempregados nem da economia do nosso país, ao invés, visa o inaceitável uso dos desempregados e das verbas da segurança social ao serviço da exploração do trabalho", considerou o PCP, em comunicado.
De acordo com os comunistas, "trata-se de uma falsa inserção dos desempregados no mercado de trabalho, que objetivamente só serve para o aumento da precariedade, para a promoção de salários baixos e a exploração do conjunto dos trabalhadores".
"Os desempregados não necessitam de "medidas de incentivo à aceitação de ofertas de emprego", mas sim de postos de trabalho estáveis, com direitos", argumenta o PCP.
ACL.
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