Época mais crítica em incêndios florestais começa hoje

Época mais crítica em incêndios florestais começa hoje

Lisboa, 01 jul (Lusa) - A época mais crítica em incêndios florestais começa hoje, com mais de nove mil bombeiros operacionais, num ano em que a área ardida e as ocorrências de fogo registam os valores mais elevados da última década.

Durante a fase "charlie" de combate a incêndios florestais, que se prolonga até 30 de setembro, vão estar operacionais 44 meios aéreos, 2.248 equipas de diferentes forças envolvidas, 1.982 viaturas e 9.324 elementos, reforço de mais cem efetivos e de três aeronaves em relação a 2011.

Os mais de nove mil elementos pertencem aos corpos de bombeiros, GNR, PSP, Força Especial de Bombeiros "Canarinhos" da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e AFOCELCA (agrupamento de empresas para a proteção contra incêndios).

A GNR assegurará, ainda, o funcionamento de 237 postos de vigia.

O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) está orçado este ano em 70,2 milhões de euros, dos quais 45 milhões são para os meios aéreos, 17 milhões para despesas com pessoal, mais 1,7 milhões para combustíveis e outros 6,5 milhões de euros para despesas extraordinárias

O Ministério da Administração Interna já admitiu um reforço de verbas para o dispositivo de combate a incêndios florestais durante o verão, em caso de necessidade.

O último resumo estatístico provisório de dados de incêndios florestais indica que a área ardida e as ocorrências de incêndios florestais registaram este ano os valores mais elevados da última década, no período até 15 de junho.

O relatório provisório de incêndios florestais da Autoridade Florestal Nacional (AFN) diz que, entre 01 de janeiro e 15 de junho, se registou um total de 10.737 ocorrências de fogo que resultaram em 34.135 hectares de área ardida.

Em comparação com o mesmo período de 2011, as ocorrências mais do que duplicaram e a área ardida mais do que quadruplicou.

Segundo o relatório, a maioria das ocorrências de fogo registaram-se em fevereiro e março - 3.870 e 4.456 respetivamente -, sendo também nesses meses que os incêndios consumiram mais área ardida, designadamente 11.960 hectares, em fevereiro, e 20.243, em março.

CMP

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