CEDEAO defende intervenção da ONU no Mali

CEDEAO defende intervenção da ONU no Mali

Paris, 28 jul (Lusa) - A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) vai pedir às Nações Unidas o envio de uma força especial para o Mali, informou o presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara.

Em entrevista ao jornal francês Le Journal du Dimanche, o atual presidente em exercício da organização considerou que "é inevitável" uma intervenção militar no país e que em breve a CEDEAO enviará um pedido de resolução ao Conselho de Segurança da ONU.

A CEDEAO tem pronta a enviar uma força regional de apoio ao exército do Mali com vista à reconquista do norte do país, atualmente dominado pelos islamistas, mas aguarda um mandato da ONU e apoio logístico internacional.

Esta semana, a CEDEAO propôs a criação de um contingente de 3.300 homens, sobretudo forças policiais e não militares.

Para Alassane Ouattara, é um dado importante o facto de França assumir em agosto a presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU, até porque o presidente francês, François Hollande, anunciou esta semana que apoiaria uma "eventual intervenção africana" no âmbito da ONU.

O presidente da CEDEAO afirmou que "se a situação não evoluir favoravelmente" será necessária uma intervenção militar no Mali.

"Estamos a falar de semanas e não de mesos. É urgente", disse, referindo que estão decorrer negociações com os presidente do Burkina Faso, Nigéria e de "certos movimentos armados, mas o diálogo não durará eternamente".

Desde finais de março que o norte do Mali foi ocupado por grupos armados controlados por movimentos islamimstas aliados da Al-Qaida no Magrebe Islâmico (AQMI).

SS.

Lusa/fim