CPLP: Parceria entre instituições é necessária para o funcionamento do fórum da sociedade civil

CPLP: Parceria entre instituições é necessária para o funcionamento do fórum da sociedade civil

Lisboa, 26 jun (Lusa) - O reforço das parcerias entre as instituições das nações lusófonas é fundamental para fazer funcionar o fórum da sociedade civil da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), disse hoje o diretor-geral da Fundação Eduardo dos Santos.

"É necessário realizar um fortalecimento das parcerias entre as mais diversas organizações, pois é isso que vai fazer funcionar o fórum da sociedade civil da CPLP", disse à agência Lusa João de Deus, da Fundação Eduardo dos Santos (Angola).

A VI Reunião entre os Observadores Consultivos e o Secretariado Executivo da CPLP decorreu hoje, em Lisboa, na sede da organização.

Os observadores consultivos da CPLP são organizações da sociedade civil, como a Fundação Gulbenkian, a Academia Brasileira de Letras, diversas universidades, instituições científicas, entre outras.

Em setembro, foi realizado em Brasília o I Fórum da Sociedade Civil da CPLP, em que participaram várias organizações que fazem parte dos observadores consultivos da comunidade.

Tanto Maria Hermínia Cabral, diretora adjunta da Fundação Gulbenkian, como Duarte Pio, presidente da Fundação D. Manuel II, também consideram que é necessário esse reforço entre as organizações da sociedade civil.

"As instituições devem coordenar melhor entre si as suas atividades e sua intervenção política. É preciso fortalecer estas relações para não haver duplicação de esforços e criar uma sinergia entre as instituições, produzindo uma maior eficácia", referiu Duarte Pio.

"A CPLP é uma comunidade de cidadãos e é assim que devemos entendê-la. As organizações têm de se aproximar entre si, tendo sempre em vista o que é melhor para os cidadãos", segundo Maria Hermínia Cabral.

Durante a reunião de hoje, foram feitas algumas recomendações à CPLP, que também serão debatidas na próxima cimeira de chefes de Estado e de Governo do bloco lusófono, que decorre a 20 de julho, em Maputo.

"Sobre as recomendações, houve uma série de manifestações dos observadores extremamente importantes que dizem respeito, sobretudo, as questões de segurança alimentar e nutricional, que é uma grande preocupação, e também na educação para o desenvolvimento", disse Fernando Cupertino, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Brasil).

A IX Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da CPLP em Moçambique tem como título "A CPLP e os Desafios de Segurança Alimentar e Nutricional".

"Uma recomendação que a minha instituição apresentou foi a divulgação junto dos países membros de um simpósio internacional luso-francófono que vai acontecer na Cidade da Praia, entre 05 e 09 de novembro, que se destina a analisar e trocar experiências sobre a problemática dos recursos humanos nos cuidados primários", complementou Cupertino.

O fórum dos observadores consultivos da CPLP também pretende criar grupos temáticos que "produzam instrumentos que possam fortalecer a relação (entre as organizações da sociedade civil) e encaminhar recomendações aos chefes de Estado (e de Governo da comunidade lusófona)", segundo João de Deus.

"É evidente que são vários grupos temáticos, não houve muito consenso (na reunião de hoje), mas acredito que temos de nos reunir novamente, irmos para a cimeira de Moçambique e definir concretamente o que queremos em termos de sociedade civil na CPLP", completou João de Deus.

Segundo o diretor-geral da CPLP, Hélder Vaz, as recomendações feitas pelos observadores consultivos "ajudam imenso".

"(As recomendações) são um contributo para a melhoria do funcionamento da própria organização nas suas várias vertentes e nos vários instrumentos que a CPLP possui", referiu Vaz.

CSR.

Lusa/fim