EUA e França condenam declarações "chocantes" de Ahmadinejad sobre Israel

EUA e França condenam declarações "chocantes" de Ahmadinejad sobre Israel

Lisboa, 17 ago (Lusa) - A Casa Branca e o Governo francês classificaram hoje de "chocantes" e "inaceitáveis" as declarações do Presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, que disse que a existência de Israel é "um insulto a toda a Humanidade".

"Condenamos energicamente as últimas declarações chocantes e repreensíveis de altos responsáveis iranianos visando Israel", declarou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos.

Tommy Vietor acrescentou em comunicado que "toda a comunidade internacional deverá condenar as intervenções odiosas" de dirigentes iranianos, ao mesmo tempo que criticou Teerão pelo seu apoio ao regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad.

Por sua vez, o Ministério dos Negócios Estrangeiros francês considerou "excessivas" e "totalmente inaceitáveis" as declarações do Presidente do Irão.

"Tivemos conhecimento das novas provocações de Ahmadinejad. Condenamos firmemente essas declarações excessivas e totalmente inaceitáveis e reafirmamos que jamais deixaremos de admitir que o direito de Israel a viver em paz seja colocado em questão", indicou o porta-voz adjunto do MNE, Vincent Floreani.

O Presidente do Irão disse hoje que a existência de Israel é "um insulto a toda a Humanidade", num dos seus mais violentos ataques ao Estado hebreu, quando Israel discute um eventual ataque às instalações nucleares iranianas.

Dirigindo-se a crentes na Universidade de Teerão, depois de manifestações pró-palestinianas em todo o país assinalando o Dia de Jerusalém, Mahmud Ahmadinejad declarou que confrontar Israel é um esforço para "proteger a dignidade de todos os seres humanos".

"A existência do regime sionista é um insulto a toda a Humanidade", disse, considerando Israel "um grupo minoritário organizado, corrupto e que faz frente a todos os valores divinos".

Israel considera o Irão uma ameaça existencial devido ao seu programa nuclear e ao apoio que dá ao movimento xiita libanês Hezbollah e aos radicais palestinianos do Hamas.

Teerão tem negado sempre que o seu programa nuclear vise a construção de armas atómicas, insistindo que se destina à produção de eletricidade.

TQ (PAL)

Lusa/fim