
Filho de Oliveira e Costa pede para ser ouvido no caso BPN pelos deputados à porta fechada
Lisboa, 17 jul (Lusa) - Duas das três audições de hoje da comissão parlamentar de inquérito ao BPN vão decorrer à porta fechada, a pedido dos responsáveis que serão ouvidos, um dos quais é filho do fundador do banco, Oliveira e Costa.
No início dos trabalhos desta manhã, o presidente da comissão Vitalino Canas informou os deputados que Mário Fragoso de Sousa e José Augusto Oliveira e Costa lhe apresentaram por via de mensagem eletrónica os respetivos pedidos para que as suas audições fossem vedadas à comunicação social.
Mário Fragoso de Sousa, cuja audição começou pelas 09:30, alegou que tem em curso dois processos judiciais que meteu contra o Banco Português de Negócios (BPN), pelo que considerou que existia o perigo de haver quebra do segredo de justiça.
Já José Augusto Oliveira e Costa, que será ouvido ao início da tarde (14:00) solicitou que a sua audição decorresse à porta fechada por três motivos, sendo um deles respeitante à preservação da sua família, já que é filho do fundador e ex-presidente do BPN, Oliveira e Costa.
Consultados os grupos parlamentares que compõem a comissão (PSD, CDS-PP, PS, PCP e Bloco de Esquerda), ambas as solicitações foram aceites pelos deputados.
Pelas 17:00 será a vez de ser ouvido o presidente do Montepio, Tomás Correia, cuja audição será aberta à comunicação social.
DN.
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