Fogos da Ponta do Pargo e da Encumeada, na Madeira, por controlar e a preocupar bombeiros

Fogos da Ponta do Pargo e da Encumeada, na Madeira, por controlar e a preocupar bombeiros

Funchal, 18 jul (Lusa) - Os dois incêndios que deflagraram na terça-feira na Ponta do Pargo, concelho da Calheta, e Encumeada, Ribeira Brava, continuavam por controlar às 18:30 e a preocupar os bombeiros devido à proximidade de habitações.

Na Ponta do Pargo, "a situação mais complicada é no Lombo dos Marinheiros", disse fonte da corporação da Calheta à agência Lusa, onde as chamas se aproximam de casas.

Segundo a mesma fonte, nesta freguesia estão um total de cerca de 30 bombeiros e 15 carros de várias corporações.

O presidente da câmara da Calheta, Manuel Baeta, salientou que "não há vítimas" no concelho e que os danos, além de floresta e mato, incluem "alguns palheiros, espaços onde as pessoas guardam ferramentas agrícolas".

Manuel Baeta relatou um "cenário desolador", onde os bombeiros não têm poupado esforços "para salvar habitações", e reconheceu que a população está "muito assustada".

"O grande problema é o vento que está a ajudar à expansão do fogo", declarou o autarca, que disse temer o avanço das chamas para a freguesia da Fajã da Ovelha.

Na Ribeira Brava, o incêndio da Encumeada, onde estão quatro viaturas com 13 elementos da corporação do concelho, está a destruir floresta, mas esteve próximo de residências e de unidades hoteleiras, o que obrigou ao realojamento de turistas no Funchal.

"A preocupação foi defender as casas que estiveram em perigo e os danos a registar é na floresta", disse o vice-presidente da câmara, Marcelino Pereira, apelando à população para que, apesar de a situação poder suscitar curiosidade, não se desloque para os locais dos incêndios e que circule com precaução nas vias próximas.

De acordo com Marcelino Pereira, viaturas de empresas estão a ajudar a abastecer os carros dos bombeiros para evitar que estes saiam do local do combate.

"Também não há problema com a água, porque existe uma levada com um bom caudal", adiantou.

Neste concelho, devido aos incêndios, encontram-se encerradas as vias Chão dos Louros-Encumeada, Serra d'Água-Encumeada e Encumeada-Paul da Serra.

Entretanto, a empresa Investimentos e Gestão da Água (IGA) alertou as populações de Câmara de Lobos e da Ribeira Brava para a eventualidade de ocorrerem "cortes ou irregularidades" no abastecimento de água potável ou no regadio agrícola na sequência dos "intensos fogos florestais que alastram nas zonas altas das serras da Madeira".

Segundo um comunicado da empresa concessionária do Sistema Regional de Gestão e Abastecimento de Água e do Sistema de Gestão de Águas Residuais da Madeira, o combate aos fogos "obrigou o desvio de águas do canal do Norte para as zonas sinistradas".

A IGA apela, ainda, aos moradores das zonas afetadas para que reduzam os consumos de água, "limitando-os aos usos essenciais".

O diretor regional das Florestas, Rocha da Silva, acrescentou à Lusa que todos "os elementos disponíveis da Polícia Florestal estão mobilizados para o combate aos incêndios", referindo que só no final será feito um balanço das suas consequências para a floresta da região.

Rocha da Silva referiu ainda que estão também mobilizados outros trabalhadores, além de levadeiros, havendo ainda "algumas empresas de construção civil que estão a colaborar com meios, sobretudo autotanques".

SR.

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