
Hugo Chávez admite não ter cómoda vantagem nas intenções de voto para as presidenciais
Caracas, 29 jul (Lusa) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, admitiu, sábado, não ter uma cómoda vantagem sobre o seu principal opositor, Henrique Capriles Radonski, nas intenções de voto para as eleições presidenciais previstas para 7 de outubro, segundo as sondagens.
"A nossa vantagem não vou dizer que é cómoda, não. Mas é uma boa vantagem. Agora temos que mantê-la e ampliá-la", disse.
A afirmação do presidente venezuelano teve lugar sábado, durante um ato de campanha no populoso bairro pobre caraquenho de Petare (leste), tipo pelos analistas como um barómetro eleitoral.
Hugo Chávez fez uma autocrítica sobre as causaram que levaram os candidatos do seu governo a perder, há quatro anos, as eleições para a câmara municipal de Sucre e a governação de Miranda, esta última governada deste então pelo seu principal opositor às presidenciais de outubro.
"Há seis anos ganhámos (as presidenciais) com 63 por cento dos votos, temos que ir rumo a 70 por cento", frisou.
Insistiu que "não será a direita que virá solucionar os problemas que causaram ao povo durante 100 anos em mais", e sublinhou que "só a revolução bolivariana tem conseguido dar ao povo o que é do povo" em assuntos como habitação social, combate à pobreza, educação, saúde, emprego e salário dignos.
"O capitalismo é a perdição e o socialismo o caminho para o povo", disse.
Durante o ato político os simpatizantes cantaram os parabéns ao Chefe de Estado e candidato à reeleição, Hugo Chávez, que estava fazendo 58 anos.
FPG
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