IPTM favorável à construção da Barragem de Foz Tua - Diretor Delegado

IPTM favorável à construção da Barragem de Foz Tua - Diretor Delegado

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Peso da Régua, 04 ago (Lusa) - O diretor da delegação do Norte e Douro do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM) afirmou hoje que é favorável à construção da Barragem do Tua, justificando com uma melhoria na informação e de controlo dos caudais.

"O IPTM é favorável à construção de todas as barragens que possam vir a ser construídas na foz dos afluentes do Douro, porque isso traz melhor garantia de informação e controlo sobre os caudais que se descarregam neste rio", afirmou Joaquim Gonçalves à agência Lusa.

O diretor delegado salientou que os empreendimentos hidroelétricos ajudam ainda a controlar o arrastamento de sólidos para a via navegável do Douro.

"Do ponto de vista técnico da navegabilidade, para nós instituto portuário, todos os afluentes do Douro poderiam e deveriam ter uma barragem, se assim fosse exigido ou sustentável por parte das empresas que fariam esses investimentos, porque melhorava os níveis de informação e de controlo das descargas desses efluentes sobre o rio Douro", acrescentou.

O responsável insistiu que se todos os afluentes do Douro fossem dotados de uma barragem, como agora se está a dotar o Tua, a "via navegável tinha uma melhoria significativa".

As obras no empreendimento hidroelétrico arrancaram há cerca de 16 meses, entre os concelhos de Alijó e Carrazeda de Ansiães.

"Os Verdes" têm chamado a atenção para os impactos da construção da barragem do Tua na navegabilidade do Douro desde 2009, quanto detetaram a falta de pareceres na Declaração de Impacto Ambiental (DIA), nomeadamente do próprio partido e do IPTM.

Houve depois uma correção à DIA, em junho de 2009, em que foram acrescentados os pareceres dados no quadro da consulta pública.

Foi nessa altura que o partido ecologista teve acesso ao resumo do parecer do IPTM, o qual a dirigente do partido Manuela Cunha classificou de muito preocupante, porque, segundo referiu, "dizia que podia haver implicações decorrentes, não só do caudal da barragem, mas também do facto de ela ser reversível, que poderiam vir a por em causa a navegabilidade do rio Douro".

"Fizemos o parecer naquele momento e face aos níveis de informação de que dispúnhamos, chamávamos a atenção da EDP para o que tinha que acautelar naquele troço específico mas não estamos contra a barragem, pelo contrário, sou a favor daquela barragem do ponto de vista técnico", sustentou agora Joaquim Gonçalves.

PLI.

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