
MNE alemão defende que Bachar al-Assad devia comparecer diante do TPI
Berlim, 11 ago (Lusa) - O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Guido Westerwelle, defendeu, numa entrevista, que o Presidente da Síria, Bachar al-Assad, devia comparecer diante do Tribunal Penal Internacional (TPI) em Haia.
"O que seria preferível era que Assad comparecesse diante do TPI", declarou o chefe da diplomacia alemã, segundo um comunicado hoje divulgado que avançou alguns excertos da entrevista ao semanário Bild am Sonntag, a publicar no domingo.
Guido Westerwelle admitiu, no entanto, a possibilidade do exílio voluntário do chefe de Estado sírio.
"Se conseguirmos evitar mais mortes graças a um exílio voluntário de Assad, então os processos penais não são para mim o mais importante", afirmou o ministro.
"Isso irá certamente contrariar o meu sentimento de justiça, mas o mais importante para mim é que não haja mais mortes e que exista a possibilidade de um futuro democrático e pacífico para a Síria", acrescentou.
Na mesma entrevista, Guido Westerwelle voltou a rejeitar a ideia de uma intervenção militar na Síria.
"Uma intervenção militar iria aumentar os problemas em vez de os diminuir, porque existe o risco de uma propagação da violência", defendeu.
A violência na Síria, que teve início em março de 2011, quando o regime do Presidente Bashar al-Assad começou a ser contestado nas ruas, já fez mais de 21 mil mortos, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), uma organização não-governamental com sede no Reino Unido.
Ainda na entrevista ao semanário Bild am Sonntag, Guido Westerwelle afirmou que acredita que a Espanha não irá precisar da ajuda do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF).
Questionado pelo jornal sobre esta matéria, o ministro alemão mostrou-se confiante: "O Governo espanhol com o seu primeiro-ministro (Mariano) Rajoy tem mostrado grande determinação na implementação de reformas. É por isso que estou otimista".
"Considero a Espanha como um país forte com uma economia sólida", acrescentou.
Nesta entrevista, o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão também defendeu a realização de um referendo na Alemanha sobre a Constituição Europeia.
"Espero que tenhamos uma verdadeira Constituição Europeia e que se realize um referendo", afirmou Westerwelle, membro do partido liberal (FDP) da coligação governamental alemã.
SCA (SMS)
Lusa/Fim






































