MNE Paulo Portas inicia hoje visita de oito dias à China

MNE Paulo Portas inicia hoje visita de oito dias à China

Pequim, 30 jun (Lusa) - O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, inicia uma visita de oito dias à China hoje, um dia depois de Pequim ter manifestado confiança no esforço do Governo português para "estabilizar as finanças e promover o desenvolvimento económico".

É a primeira visita à China de um ministro do atual Governo português e ocorre num momento considerado "muito especial" das relações bilaterais, nomeadamente no plano económico e financeiro.

"A China acredita que, com base nos seus próprios esforços e no apoio internacional, o Governo português pode estabilizar as finanças e promover o crescimento económico", disse Hong Lei, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, em resposta à agência Lusa.

Mais de cinquenta empresários acompanham Paulo Portas, na maior missão do género enviada por Portugal à China nos últimos cinco anos.

"A China é hoje um dos dez maiores parceiros económicos de Portugal e fez importantes investimentos em grandes empresas portuguesas. Esta visita é a consagração de um momento muito especial nas relações entre os dois países", disse o embaixador português em Pequim, José Tadeu Soares.

A chegada de Paulo Portas a Xangai - primeira etapa da visita - está prevista para hoje cerca das 18:30 (11:30 em Lisboa).

Na segunda-feira, em Xangai, o ministro português participa no fórum "Caminho das Exportações", organizado pelo semanário Expresso, e no dia seguinte reúne-se em Pequim com o homólogo chinês, Yang Jiechi.

A agenda de Portas na capital chinesa inclui também encontros com o "número dois" do Governo chinês, o vice-primeiro-ministro executivo, Li Keqiang, com o ministro do Comércio, Chen Deming, e com o diretor do Departamento Internacional do Comité Central do PCC, Wang Jiarui.

No dia 06 de manhã, o ministro português segue para Hong Kong, rumo a Macau, onde permanecerá até 08 de junho.

A última grande missão empresarial enviada por Portugal à China, com cerca de 70 executivos, ocorreu em janeiro de 2007, durante a visita do então primeiro-ministro, José Sócrates.

Entretanto, as exportações portuguesas para a China mais do que duplicaram.

Pelas contas chinesas, em 2011 as exportações portuguesas cresceram 54,11 por cento em relação ao ano anterior, para 1,16 mil milhões de dólares.

O investimento chinês em Portugal também cresceu.

A China Three Gorges pagou ao Estado português 2,7 mil milhões de euros por 21,35 por cento do capital da EDP, tornando-se o maior acionista da elétrica portuguesa, e outra grande empresa estatal chinesa, State Grid, comprou 25 por cento da REN (Redes Energéticas Nacionais) por 387,15 milhões de euros.

AC.

Lusa/Fim