
Parlamento italiano aprova reforma laboral antes do Conselho Europeu
Roma, 27 jun (Lusa) - O Parlamento italiano aprovou hoje o projeto-lei de reforma do mercado laboral apresentado pelo governo de Mario Monti em maio último, documento que o líder italiano pretende apresentar no Conselho Europeu que arranca na quinta-feira em Bruxelas.
O primeiro-ministro italiano pretende que o projeto seja uma prova da sua ação como governante.
A Câmara de Deputados de Itália, país que registou em abril passado uma taxa de desemprego recorde (10,2%), aprovou o diploma com 393 votos a favor, 74 contra e 46 abstenções.
Antes da votação final, o executivo de Monti ganhou quatro votos de confiança sucessivos.
Após o voto favorável do Senado (câmara alta do Parlamento italiano) no passado dia 31 de maio, Monti pediu na semana passada à câmara de deputados para "acelerar" a análise do diploma para que os líderes europeus reunidos no Conselho Europeu até sexta-feira em Bruxelas pudessem "ter conhecimento" da "adoção desta importante reforma estrutural".
Durante os últimos meses, Itália, como Espanha, tem estado sob grande pressão dos mercados, com os juros da dívida italiana a elevarem-se a máximos históricos.
"A reforma não é exatamente aquela que pretendíamos", mas "esperamos resultados da cimeira europeia e é por isso que permitimos que Monti vá" ao encontro de Bruxelas "com a reforma aprovada", sublinhou o líder do PDL (direita, partido do antigo primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi), Angelino Alfano.
Entre outros aspetos, o novo diploma permite que um contrato temporal de duração não superior a seis meses possa ser rescindido sem indicar um motivo específico do despedimento.
A reforma proposta por Mario Monti eleva igualmente para 60 a 90 dias o tempo que deve passar antes de um trabalhador possa ser novamente contratado de forma temporal pela mesma entidade patronal.
SCA.
Lusa/Fim






































