
Presidente da Turismo do Douro lamenta que estejam a "cortar as asas" ao território
*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***
Vila Real, 19 jul (Lusa) - O presidente da Entidade Regional do Turismo do Douro, António Martinho, lamentou hoje que se estejam a "cortar as asas" ao território com a extinção anunciada deste polo.
Na quarta-feira foi divulgado um anteprojeto de proposta de lei de alteração que propõe a extinção das entidades regionais de turismo dos polos do Douro, Serra da Estrela, Leiria-Fátima, do Oeste, do Alqueva e do Alentejo Litoral.
Serão mantidas as atuais cinco áreas regionais de turismo.
A entidade regional de turismo do polo do Douro vai ser extinta e integrada na entidade regional Turismo do Porto e Norte de Portugal.
"Lamento que se estejam a cortar as asas a um território que tem mostrado potencialidades para contribuir para a riqueza do país, através da captação de fluxos turísticos", afirmou António Martinho à agência Lusa.
O responsável classificou a proposta de lei como sendo "centralista" de uma forma que considerou ser "assustadora" e que poderá ainda levar a despedimentos no pessoal.
A Turismo do Douro conta atualmente com 15 funcionários, alguns dos quais estão afetos aos postos de turismo.
Martinho considerou ainda que "o Douro foi tratado de uma forma desprezível", porque "nem sequer foi ouvido neste processo que vai ditar o seu futuro".
O documento, a que agência Lusa teve acesso, justifica a alteração legislativa com a necessidade de "adaptação às novas realidades da Administração Pública, mas igualmente para assegurar uma maior eficiência no seu funcionamento e na prossecução dos seus fins".
O presidente da Turismo do Douro disse que não compreende nem aceita estes motivos e contra-argumenta com o trabalho desenvolvido nestes últimos anos.
Este polo, que entrou em funcionamento em janeiro de 2009, teve um orçamento inicial de 670 mil euros, com cortes de 20 por cento nos dois anos seguintes e 30 por cento no corrente ano.
E, segundo António Martinho, neste período foi possível desenvolver um conjunto de atividades que vão desde um festival de animação das Aldeias Vinhateiras, o Festival de Cinema Douro Film Harvest e uma parceria com a National Geographic Society.
"Ainda foi capaz de diminuir em 300 mil euros a divida que herdou das regiões de turismo. Acho que não pode ser acusada de falta de eficiência", salientou.
O responsável referiu ainda que este destino se tem vindo a afirmar. Vêm realizadores de cinema ao território, o número de camas tem vindo a crescer, com a abertura de novas unidades quer sejam hotéis ou turismo de quinta, e a taxa de ocupação mantém-se a "um bom nível".
"Pergunto o que vai ser do destino e marca Douro daqui para a frente", frisou.
Este polo compreende o território abrangido pelos municípios de Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Murça, Penedono, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vila Real e Vila Nova de Foz Côa.
PLI (RRA).
Lusa/Fim






































