
Síria: Hollande apela a rápida intervenção do Conselho de Segurança
Monlezun, França, 28 jul (Lusa) - O Presidente francês, François Hollande, apelou hoje a uma rápida intervenção do Conselho de Segurança da ONU para evitar novos "massacres" na Síria e enquanto o exército sírio desencadeou uma ofensiva em Alepo.
"A função dos países do Conselho de Segurança da ONU é intervir o mais rapidamente possível", considerou Hollande em declarações aos jornalistas à margem de uma visita a Monlezun, em Gers (sudoeste de França).
"Dirijo-me uma vez mais à Rússia e à China para que tomem em consideração que será o caos e a guerra civil se [o Presidente sírio] Bachar al-Assad não for travado", acrescentou o chefe de Estado gaulês.
A Rússia e a China têm apoiado Damasco na cena internacional, e em menos de um ano já exerceram por três vezes o direito de veto a resoluções do Conselho de Segurança da ONU sobre a Síria.
As declarações do Presidente francês coincidiram com o início de uma ofensiva militar do exército sírio sobre os bastiões rebeldes em Alepo, cujo desfecho é considerado crucial pelas partes em conflito.
"O regime de Bachar al-Assad sabe que está condenado e desta forma vai utilizar a força até ao fim", prosseguiu Hollande. "Ainda não é tarde, mas cada dia que passa é mais uma repressão, revoltas e em consequência massacres", acrescentou.
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), sediado em Londres e com ligações à oposição, referiu hoje que mais de 20.000 pessoas, incluindo 14.000 civis, foram mortas em violências na Síria desde o início da revolta contra o regime de Al-Assad, em março de 2011.
PCR.
Lusa/Fim






































