
SADC exige ao Ruanda que pare apoio militar à rebelião na RDCongo
Maputo, 18 ago (Lusa) - A 32ª Cimeira da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) terminou hoje em Maputo com a adoção de uma declaração que exige ao Ruanda que pare "o apoio militar" à rebelião no leste da República Democrática do Congo.
No documento, lido pelo secretário-executivo da SADC, o moçambicano Tomaz Salomão, os 16 chefes de Estado e de Governo da organização acusam o Ruanda de apoiar os grupos rebeldes que combatem o exército congolês na RDCongo.
"A Cimeira tomou nota com grande preocupação de que a situação de segurança na parte leste da RDCongo se deteriorou nos últimos três meses, causando um fluxo de refugiados, perda de vidas e de bens. A Cimeira também tomou nota de que a instabilidade na região está a ser perpetrada por grupos rebeldes que contam com o apoio do Ruanda", lê-se na declaração.
Os chefes de Estado e de Governo da SADC mandataram o novo presidente em exercício da organização, Armando Guebuza, Presidente de Moçambique, para se deslocar ao Ruanda, com o objetivo de persuadir o seu homólogo ruandês, Paul Kagamé, a ordenar a cessação do apoio aos rebeldes congoleses, refere ainda a declaração final da Cimeira de Maputo.
A Cimeira também analisou a situação no Zimbabué, observando que o Governo de Unidade Nacional, formado após a violência eleitoral de 2008, conseguiu avanços em direção à realização de novas eleições livres e justas, mas deixou um apelo aos líderes do país para concluírem o processo de elaboração de uma nova constituição.
"A Cimeira exortou os signatários do Acordo Político Global a formular um roteiro com um calendário orientado pelos requisitos do processo necessário para a adoção de uma nova constituição e a criação de condições para eleições livres e justas", refere o documento.
No domínio económico, os 16 chefes de Estado e de Governo da SADC congratularam-se com os progressos alcançados no processo de integração regional, enfatizando os ganhos gerados no roteiro traçado para a criação de uma zona de comércio livre e para o estabelecimento de um fundo de desenvolvimento regional.
"A Cimeira orientou os ministros responsáveis pelo setor das Finanças e Investimento para ultrapassarem as questões pendentes por forma a que o fundo se torne operacional", refere ainda o documento.
PMA
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