Samaras compromete-se a acelerar programa de privatizações

Samaras compromete-se a acelerar programa de privatizações

Bruxelas, 28 jun (Lusa) - O primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, comprometeu-se hoje a acelerar as reformas exigidas pelos credores internacionais e dar prioridade às privatizações, numa carta dirigida aos homólogos reunidos na cimeira de Bruxelas.

"Vou acelerar a aplicação do programa, colocando um acento na agenda das privatizações", prometeu Samaras numa carta entregue pelo presidente grego, Carolos Papoulias, que o substitui no Conselho Europeu que decorre hoje e sexta-feira em Bruxelas. Samaras continua a recuperar de uma operação a um descolamento da retina, efetuada no sábado.

Na missiva, divulgada pela agência noticiosa francesa AFP, o primeiro-ministro conservador grego sugeriu em contrapartida "uma série de alterações" ao programa "para controlar o desemprego sem precedentes na Grécia e travar a devastadora recessão que o país atravessa há cinco anos consecutivos".

"Estas modificações são igualmente necessárias para atingir os objetivos do programa", considerou Samaras.

O Fundo de análise do património privado do Estado, uma agência constituída a pedido dos credores internacionais (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) tem a missão de acompanhar um programa de vendas de ativos públicos avaliados em 19,5 mil milhões de euros até finais de 2015, no âmbito das medidas para diminuir a dívida do país.

O programa está atrasado e até ao momento o programa apenas garantiu três mil milhões, de acordo com os dados provenientes de Bruxelas.

Uma missão da 'troika' internacional desloca-se à Grécia na próxima semana, entre 3 e 12 de julho, para fazer o balanço do programa de reformas imposto à Grécia.

Samaras não adiantou mais pormenores sobre o pedido de "modificações do programa", sublinhou a AFP. Mas o novo governo de coligação já solicitou um prolongamento, até 2016, dos objetivos de saneamento das finanças públicas, além do abandono de diversas medidas do memorando de entendimento, em particular o despedimento de 150.000 funcionários públicos até 2015.

PCR.

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