Ultrapassar a crise está nas mãos dos portugueses - Governo

Ultrapassar a crise está nas mãos dos portugueses - Governo

Oliveira de Azeméis, Aveiro, 20 jun (Lusa) - O ministro-adjunto do primeiro-ministro e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, defendeu hoje a aposta no empreendedorismo, afirmando que que "está nas mãos" dos portugueses criar condições para o país ultrapassar "este momento" de crise.

"Não estamos condenados a esta crise, não estamos condenados a passar por dificuldades. Está nas nossas mãos, nas nossas iniciativas, nos nossos comportamentos, criar condições para que possamos ultrapassar o momento que hoje vivemos", afirmou Miguel Relvas, numa cerimónia de inauguração de um novo hotel em Oliveira de Azeméis.

Segundo o ministro, que admitiu existirem condicionantes à recuperação económica e social do país, designadamente a crise noutros países europeus, "a primeira circunstância para o sucesso vai sempre resultar daquilo que os portugueses forem ou não capazes de fazer".

"Não esperemos que façam os outros por nós aquilo que não formos capazes de assumir como medidas para podermos ultrapassar essas mesmas dificuldades", sublinhou.

Miguel Relvas apontou o hotel hoje inaugurado, que já se encontra em funcionamento há cerca de um ano, como um exemplo do que deve ser feito.

O hotel, com 30 quartos e situado na freguesia de Palmaz, junto ao rio Caima, funciona integralmente com energias renováveis, recorrendo para o efeito a uma central hídrica e uma caldeira de biomassa.

Representando um investimento de cerca de 4,5 milhões de euros, o hotel dispõe ainda de "uma microgeração, com 30 quilwatts, com recurso ao óleo vegetal, que é utilizado no restaurante" do hotel, disse ainda o diretor, Carlos Frias.

O diretor afirmou que o hotel tem tido ocupação essencialmente aos fins de semana e que tudo fará para que o investimento não corra riscos.

Para Miguel Relvas, têm existido muitos projetos em Portugal, mas "projetos inovadores que valorizem o empreendedorismo" não.

"Hoje é fácil circular em Portugal, temos muitos equipamentos, culturais e desportivos, mas ainda não fomos, em muitas das regiões de Portugal, capazes de desenhar uma estratégia de desenvolvimento equilibrado e com uma visão de desenvolvimento social", frisou.

O governante considerou que o hotel não teria as condições que tem se a autarquia não tivesse investido na requalificação das margens do rio Caima, um projeto que representou um investimento de 700 mil euros e permitiu criar um percurso pedonal de cerca de dois quilómetros.

"Pode-se ter sucesso, pode-se ganhar dinheiro, criando condições, fazendo investimentos que rentabilizem as condições naturais, as condições da natureza", disse Relvas.

O ministro considerou ainda que são investimentos como estes que permitem "combater o desemprego".

"Quem combate o desemprego não são as políticas publicas", disse, "enganem-se aqueles que pensam que é o Estado central que vai gerar mais emprego, porque o Estado, quando muito, tem que saber distribuir aquilo que são as receitas que os portugueses pagam com os seus impostos", afirmou o ministro.

A área de intervenção do projeto de requalificação das margens do rio Caima é de cerca de 16 hectares e incluiu a reconversão florestal, a eliminação de duas lagoas de lamas e criação de lagoas naturais.

O presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis, Herminio Loureiro, afirmou pretender estender este projeto, bem como avançar com a requalificação do rio Antuã.

JAP.

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