actualizado: Sat, 19 Oct 2013 18:39:23 GMT | de Lusa

Renamo diz que o seu líder falou ao telefone com PR moçambicano sobre tensão político-militar

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, "falaram hoje por telefone" sobre o clima de tensão que se vive no centro de Moçambique, garantiu o principal partido da oposição.


ANTONIO SILVA/LUSA

ANTONIO SILVA/LUSA

A informação foi avançada pelo porta-voz da Renamo, Fernando Mazanga, em conferência de imprensa para denunciar que as forças governamentais impediram a entrada e saída de quadros da sua força política de Sandjudjira, onde, na quinta-feira,foram assinalados os 34 anos da morte de André Matsangaísse fundador do então movimento rebelde.

De acordo com Fernando Mazanga, na conversa telefónica entre os dois dirigentes, o líder da Renamo apelou a Armando Guebuza para ordenar ao exército governamental ali estacionado para permitir que os participantes das festividades do 17 de Outubro e do primeiro ano da instalação de Afonso Dhlakama na Serra da Gorongosa regressassem às suas residências nos vários pontos do país.

"Valeu a pronta intervenção e a procura da diplomacia feita pelo presidente Afonso Dhlakama ao mais alto nível do Estado moçambicano e, neste momento, a situação está ultrapassada", disse Fernando Mazanga.

A Lusa tentou, sem êxito, confirmar esta informação junto do porta-voz da Presidência moçambicana, Edson Macuácua.

Este é o primeiro contacto anunciado que terá sido estabelecido este ano entre Armando Guebuza e Afonso Dhlakama, que há meses têm abordado a possibilidade de um encontro, ainda sem data nem local, para debater a crise político militar que se vive em Moçambique.

"Desde o dia 17 de outubro que a passagem naquele troço é condicionada. Somos testemunhas do que falamos porque vivemos na carne e osso as torturas psicológicas a que estão sujeitos os membros da Renamo que por lá passaram", disse Fernando Mazanga.

O porta-voz da Renamo contou que "os comandos do exército ali estacionados os impediram de passar e os obrigaram a regressar à Academia Política de Sandjudjira e, para gáudio, os escoltam com arma a si apontadas".

"Os nossos irmãos estão a ser usados como escudos para os comandos entrarem na residência do presidente Afonso Dhlakama. A situação é preocupante uma vez que os militantes a nível nacional estão a ficar furiosos, o que pode ter consequências desagradáveis", denunciou Fernando Mazanga.

Desde abril, o exército e a polícia antimotim fazem a escolta de viaturas na Estrada Nacional Um (N1), a principal do país, no troço entre Save e Muxúnguè, em Sofala, centro de Moçambique, onde ocorrem ataques, alguns dos quais reivindicados pela Renamo, que resultaram na morte de civis e militares, além de feridos.

MMT // PJA

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