
Despesa com medicamentos diminuiu 11,3 por cento no Centro Hospitalar de S. João/Porto - administração
Porto, 16 ago (Lusa) - A despesa em medicamentos no Centro Hospitalar de S. João, no Porto, sofreu no 1.º semestre deste ano uma redução de 11,3 por cento em relação ao período homólogo de 2011, disse hoje fonte da administração daquele centro hospitalar.
De acordo com a fonte, "a despesa em medicamentos foi de 47.292.532 milhões de euros no 1.º semestre de 2011 e de 41.932.442 milhões de euros no 1.º semestre de 2012".
A administração do "S. João" sustenta que "estes dados, associados à redução da despesa de 6,8 por cento em material de consumo clínico, de 11,4 por cento nos custos com pessoal e de mais de 20 por cento noutras rubricas, permitem fechar o 1º semestre com um resultado operacional positivo (3.1132.282ME), em EBITDA [resultados antes de impostos, juros, amortizações e depreciações] positivo (9.435.444ME) e um resultado líquido também positivo (2.869.149ME)".
"Os resultados no consumo de medicamentos incorporam as notas de crédito obtidas nos processos de negociação de fornecimento (que o Infarmed desconhece)", acrescenta.
O Público noticia hoje que os gastos do Estado com medicamentos ascenderam a 1132 milhões de euros no final do primeiro semestre deste ano, o que representa uma quebra de 5,7 por cento em relação a igual período de 2011.
Citando dados da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), o jornal refere que o CH São João contraria a tendência de quebra ao registar um acréscimo de 5,1 por cento para 46,1 milhões - terceiro na tabela, atrás do Lisboa Central (56,1) e à frente do Centro Hospitalar do Porto/Hospital de Santo António (35,4).
A liderar a tabela de gastos, segundo o Público, está o Centro Hospitalar Lisboa Norte, com 71,1 milhões de euros no final de junho, registou um acréscimo de três por cento.
A análise aos gastos de 52 entidades hospitalares concluiu que os hospitais que mais contribuíram para o decréscimo verificado foram o Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (-8,1 por cento), os Hospitais da Universidade de Coimbra (-6,4 por cento), Garcia de Orta (-7,9 por cento) e o Lisboa Central (-1,6 por cento).
PM
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