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Seguro contra privatização da CGD diz que "há fronteiras que não podem ser ultrapassadas"

O secretário-geral do PS, António José Seguro, disse, em Soure, que “há fronteiras que não podem ser ultrapassadas”, ao reafirmar a sua oposição à eventual privatização da Caixa Geral de Depósitos (CGD).


António José Seguro, secretário-geral do Partido Socialista, durante a intervenção no jantar com militantes e simpatizantes do PS, em Soure, 22 de setembro de 2012. PAULO NOVAIS / LUSA

António José Seguro, secretário-geral do Partido Socialista, durante a intervenção no jantar com militantes e simpatizantes do PS, em Soure, 22 de setembro de 2012. PAULO NOVAIS / LUSA

Soure, 22 set (Lusa) - O secretário-geral do PS, António José Seguro, disse hoje, em Soure, que “há fronteiras que não podem ser ultrapassadas”, ao reafirmar a sua oposição à eventual privatização da Caixa Geral de Depósitos (CGD).

“Há fronteiras que não podem ser ultrapassadas e foi por isso que ontem, no debate quinzenal na Assembleia da República, também disse ao primeiro-ministro: ‘Não ouse privatizar a CGD porque terá o PS e estou certo a grande maioria dos portugueses pela frente, que não aceitaremos a privatização do único banco público que existe em Portugal'”.

António José Seguro discursava num jantar com militantes e simpatizantes, em Soure (Coimbra) que, segundo a organização, juntou cerca de 750 pessoas.

Hoje, o Expresso escreve que a intenção do Governo, que já terá sido alvo de discussão entre o Ministério das Finanças e a ‘troika’, passa por vender 20 por cento do capital da CGD a investidores institucionais e outros 20 por cento ao público em geral, através da entrada em bolsa.

Na sua intervenção, o secretário-geral do PS congratulou-se com o recuo do Governo nas alterações à Taxa Social Única (TSU).

“De uma forma muito humilde quero dizer ao primeiro-ministro que espero que tenha aprendido esta lição que os portugueses lhe deram e que não volte a ultrapassar esta linha e esta fronteira que separa aquilo que são sacrifícios e distribuição de equidade e aquilo que é imoral e indigno para uma sociedade como é a portuguesa, que tem um contrato social e matriz civilizacional estável”, frisou.

Segundo o líder do Partido Socialista, “os portugueses cumpriram com os seus sacrifícios, mas o Governo falhou na receita”.

Reafirmando a intenção de votar contra o Orçamento de Estado do próximo ano, o secretário-geral do PS sublinhou também que a prioridade em Portugal “tem de ser crescer”, dar prioridade ao emprego e à economia.

“O principal problema que temos é o desemprego. Se o Governo insiste numa receita recessiva, isso significa que a economia definha”, sustentou.

Antes deste jantar, em que também discursaram os presidentes da Câmara de Soure e da Federação Distrital do PS, João Gouveia (PS) e Pedro Coimbra, respetivamente, António José Seguro foi recebido nos Paços do Município e participou na inauguração do espaço municipal de desporto e lazer dos Bacelos.

A CDU e o Bloco de Esquerda de Soure insurgiram-se já contra esta iniciativa a convite do presidente da Câmara que, ao intervir nos Paços do Município, desvalorizou as críticas.

Em comunicado emitido hoje à noite, a vereadora do PSD da Câmara de Soure, Sónia Vidal, lamentou o facto de João Gouveia “confundir as suas funções de Presidente da Câmara com a sua atividade politica enquanto militante do partido socialista, ao agendar para o mesmo dia, hora e local duas sessões distintas: a de boas vindas ao secretário-geral do partido socialista e a sessão de inauguração de uma obra de requalificação do espaço entre os rios Anços e Arunca”.

À chegada à Câmara, António José Seguro era esperado por centenas de pessoas.

MCS (FPA)

6Comentários
23 set, 2012 00:04
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O POVO NÃO VAI DEIXAR,,EU AGORA VOU A TODAS E VCS. VÃO TBM. TEMOS QUE SER UNIDOS,AGORA MAIS QUE NUNCA..

 

               LADRÕIS

22 set, 2012 22:34
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Pelo rumo que isto está a levar, mais cedo ou mais tarde vai ser privatizada.

Privatizada, Vendida ao desbarato aos poderosos do estrangeiro.

23 set, 2012 08:48
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Eles vendem tudo... e não deixam nada - é caso para o afirmar.

Mas, não são estes que, agora, tomaram as rédeas de um poder doente e que, sempre foi cobiça de maltratantes e serviçais, a mando da sua fúria de poder e de interesses, que devem ser objecto de palavreado menos coloquial e inquinado, por falta de uma educação base e de ****ltura..Todos os que estão para trás, e que se acomodaram no poder, por interesses, estão manchados de ****lpas, com excepção de Carneiros e poucos mais...

A máquina "abrilista" teve, na sua maioria de tempo - e até hoje - uma corja de vampiros que foram sugando a nossa economia e corroendo as fragilidades do Povo e do próprio sistema. Sistema - político, económico, social e laboral - que foi feito à medida e com o corte destes "feitores" deste regime demicrático que só o tem de nome...

Tem sido um conjunto de sanguesugas a governar-nos, desde "sucialistas",passando por direitistas, a populistas democráticos, com a assistência, na rectaguarda, de sindicatos profissionalizados e afectos a determinadas linhas político-partidárias. Linhas que não estão minimamente interessadas em defender os trabalhdores, de uma forma séria e digna, mas antes em servir os partidos que os acolhem no seu seio... 

Avôs Soares e Almeida Santos, Carvalhos da Silva (eternizou-se no poder da comunizada CGTP), Varas, Isaltinos, Valentins, Farias, Portas, Cavacos, Constâncios, Gomes, Ferros, Durões,  Sócrates, Vitorinos, Coelhos, Borges, Leites, Catrogas e quejandos têm mamado na teta de um País que, agora, está falido e moribundo, à ****sta desta gentalha politiqueira que um dia nos bateu à porta... E, se formos a ver, nas suas palavras, nunca é nada com eles... Mas as Fundações cresceram, os tachos idem, as empresas público-privadas ajudaram os "amigos", os munícipios  "venderam" águas e serviços a saldo de ocasião para licharem o Povo em tarifas e mais tarifas , os autarcas (a maioria) são gente de "posses" e de mandos, os interesses partidários inundaram a sociedade, os de****dos maquievelaram a vida nacional, o poder judicial prostituiu-se, a "coisa" financeira sujou-se e o sistema está imundo de tanta trafulhice e tanto desmando.

Esta de se vender uma boa parte da CGD, além de safada e louca, é mais uma machadada nos interesses de um Povo que teima em acordar. Porque meu caro Povo, uma coisa é certa: andamos a trabalhar para alimentar uma classe política sem escrúpulos e indecente que, e todos os dias, nos tira o nosso "pão de cada dia" ... Basta desta cáfila de malandrotes, todos com falinhas mansas. Que a memória regorjite, a bem da Nação ... 

 

23 set, 2012 14:28
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No pulsar e na determinação nacional não temos alternativa sem o reforço de MAIS BANCA PÚBLICA, porquê? Compreenda-se que com a instabilidade dos mercados mundiais, um país pequeno como é o nosso mas grande na abrangência do CONHECIMENTO, meus caros, só com uma boa harmonia num todo nacional para que as oportunidades no decorrer da idade não se desperdicem. Somente com MAIS DESENVOLVIMENTO o défice será controlado. Respeitando todas as opiniões compreenda-se, se não atuarmos deste modo, com uma conjuntura pública monetéria, mesmo quem é aposentado, qual o futuro se não existirem sobras nos rendimentos nacionais?
Esta é para meditar...

23 set, 2012 12:16
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O Snr. José Seguro fez uma afirmação que não é verdadeira, de privatizar a C.G.D. por ser o único Banco público. E o Banco de Portugal é privado?

Já se vê por aqui quem quer governar Portugal.

Só BURROS. Faço esta afirmação porque à ****sta dos políticos estou na reforma compulsivamente a gamhar uma "****" enquanto outros que chularam o País meteram ao bolso o dinheiro que os Snrs. Dr. Salazar e Dr. Marcelo Caetano deixaram nos cofres portugueses.

Não há volta a dar = Venha a ditadura e estes gajos que vão para de onde vieram.

 

23 set, 2012 22:18
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Este papagaio se não existisse,tinha que ser inventado.Caso contra´rio,quem diria todos aqueles disparates???????
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