STE acredita que Governo dará um passo atrás na redução da TSU

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O presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Bettencourt Picanço, fala aos jornalistas durante a conferência de imprensa na sede do sindicato, em Lisboa, 04 setembro 2012. MANUEL DE ALMEIDA / LUSA
Lisboa, 18 set (Lusa) - O presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) disse hoje confiar que na reunião de concertação social, agendada para segunda-feira, o Governo irá dar um passo atrás no que se refere à redução da Taxa Social Única (TSU).
"Esperemos que haja um momento na concertação social em que o Governo dê um passo à retaguarda e reconsidere", disse o sindicalista no final da primeira ronda negocial na função pública, durante a qual o Secretário de Estado Hélder Rosalino recusou as propostas reivindicativas do STE.
A Frente Sindical, que integra o STE e é filiada na UGT, propõe para 2013 "a reposição dos níveis remuneratórios de 2010" na Administração Pública e a subida do subsídio de refeição de 4,27 para cinco euros.
Segundo Bettencourt Picanço, o processo negocial está, neste momento, "ensombrado por aquilo que preocupa os portugueses que é a redução da TSU", anunciada no início do mês pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.
"Está tudo à espera da reunião de concertação social" da próxima segunda-feira, disse o presidente do STE, acrescentando que o encontro de hoje foi uma "não reunião", onde a estrutura sindical insistiu que existem outras vias para cortar nas despesas, sem mexer nos salários dos funcionários públicos.
"Aquilo que esperamos é que haja um caminho alternativo, se não só há uma hipótese que é de mudar de Governo", disse.
Segundo Bettencourt Picanço, para a próxima reunião (dia 28), Hélder Rosalino prometeu apresentar o documento com as medidas que servirão de base à proposta de Orçamento do Estado para 2013.
O Governo recusou hoje as propostas reivindicativas da Frente Comum e do STE, que pediam aumentos salariais para 2013, justificando serem incompatíveis com o Programa de Assistência Económica e Financeira acordada com a ?troika' .
A primeira ronda de negociações com as estruturas que representam os funcionários prossegue às 14:30 com a Federação dos Sindicatos da Administração Pública (FESAP).
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