
Alunos propõem medidas para poupar até um terço de energia gasta na sua faculdade
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Lisboa, 28 jul (Lusa) - Alunos universitários estudaram os edifícios das suas faculdades para detetar gastos de energia desnecessários e propor soluções mais eficientes para poupar, apontando, um dos projetos, para uma redução do consumo em mais de um terço.
O projeto dos alunos da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa ganhou o concurso Green Campus, uma iniciativa do Instituto Superior Técnico com o apoio do programa MIT Portugal, com uma auditoria a um dos edifícios, o C8, onde encontraram vários desperdícios de energia.
Lâmpadas que gastam muito e estão ligadas mais tempo do que o necessário, devido ao descuido dos utilizadores, aparelhos de ar condicionado ineficientes e igualmente a funcionar para nada ou equipamentos de laboratóro antigos, que gastam demasiada eletricidade, são alguns dos exemplos listados pela equipa Esquadrão Classe A++.
O coordenador do Green Campus, Miguel Carvalho, disse à agência Lusa que "o desafio é poder contribuir para a promoção de medidas de eficiência energética nos campus do ensino superior a nível nacional, para a implementação dessas medidas - e estamos a trabalhar nesse sentido".
Inscreveram-se 81 equipas de estabelecimentos de todo o país, com exceção da Madeira, e foram apresentados 30 projetos.
Aos alunos era pedido que se concentrassem num dos edifícios da sua instituição, fizessem uma auditoria energética, quantificassem os gastos e propusessem medidas para corrigir ou melhorar os consumos, com benefícios económicos, com a diminuição da fatura a pagar, e ambientais, com a redução de emissões de dióxido de carbono, explicou Miguel Carvalho.
O responsável, também diretor executivo do MIT Portugal, salientou que "existe uma base comum de medidas, com períodos de retorno bastante baixos, abaixo dos quatro anos, que podem resultar em poupanças significativas".
Além da aplicação dos projetos distinguidos, a iniciativa vai resultar numa publicação para identificar as melhores práticas referidas no âmbito dos trabalhos propostos, e que possam indicar às instituições do ensino superior algumas medidas para reduzir consumos de energia.
Uma das mudanças realçada por Miguel Carvalho, como por João Santos, do grupo de alunos vencedor, respeita ao comportamentos de quem estuda, ensina ou frequenta os edifícios.
O edifício C8 da Faculdade de Ciências, em Lisboa, "representa cerca de 26% do gasto [total] de energia eléctrica [da faculdade] e, em 2011, teve um consumo de 1.383.800 quilowatts/hora", explicou à Lusa João Santos.
É proposto o investimento em equipamentos mais eficientes, na introdução de novas tecnologias e em energias renováveis, como o sistema solar fotovoltaico, para produção de eletricidade.
O grupo composto por João Santos, Ruben Teixeira, André Malheiro, Ricardo Henriques e Mário Silva também defendeu a realização de campanhas de sensibilização dos utilizadores para coisas tão simples como a necessidade de desligar a iluminação ou os radiadores quando se sai de uma sala.
"A redução estimada a nível da fatura energética é de 21% e o retorno de investimento é de cerca de oito anos, para uma redução dos consumos energéticos da ordem dos 37%", resumiu João Santos.
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Lusa/Fim.






































