
Universidades europeias vão poder comparar-se entre si e com resto do mundo em 2013
Lisboa, 29 jun (Lusa) - No final de 2013, todas as universidades europeias deverão poder comparar-se em cinco áreas distintas e ver como se situam em relação às instituições do resto do mundo, num projeto da Comissão Europeia.
Um dos principais responsáveis do projeto, Gero Federkeil, do Centro de Estudos Superiores da Alemanha, veio a Portugal participar numa conferência da Universidade Nova e disse num encontro com jornalistas que a ideia é criar um "sistema coerente" para as instituições europeias se poderem medir face ao resto do mundo.
O chamado "multi-ranking" classifica as universidades segundo cinco áreas: ensino e aprendizagem, investigação, transferência de conhecimentos, internacionalização e envolvimento regional.
Gero Federkeil afirmou que os rankings feitos atualmente, como o da revista britânica Times Higher Education ou o da universidade de Jiao Tong de Xangai medem uma percentagem muito pequena das universidades mundiais e em menos parâmetros.
O projeto de multi-ranking pretende ser "um sistema mais abrangente com informação comparativa".
O reitor da Universidade Nova, António Rendas afirmou que levar o projeto avante em 2013 será "tão importante como o processo de Bolonha [que uniformizou os cursos na Europa]".
"Vai permitir ter perfis das instituições e devemos investir nisso", afirmou o reitor, indicando que no projeto piloto que decorreu entre 2009 e 2011, a Universidade Nova de Lisboa teve classificações fortes nas áreas de investigação e aprendizagem.
O vice-reitor da Nova, João Crespo, indicou que este sistema de avaliação permite ter uma ideia da "biodiversidade" das universidades, uma vez que os alunos ou investigadores interessados poderão consultar como se classifica uma instituição que lhes interessa na área que é para eles determinante.
Uma das maneiras de medir o impacto e eficiência das universidades é a bibliometria, um método que analisa todos os artigos publicados por académicos de uma instituição, por área de conhecimento, e mede quantas vezes esses artigos são citados em trabalhos científicos de outras universidades.
No projeto piloto de multi-ranking da Comissão Europeia, os resultados bibliométricos da Nova, avaliados pelo Centro de Ciência e Estudos Tecnológicos da Universidade de Leiden, na Holanda, indicam que o número e influência das publicações oriundas da Nova é superior ao de 35 outras universidades portuguesas e europeias em áreas como a Física Aplicada ou a Engenharia Química.
Na área da Biologia, a Nova ficou em 66º lugar entre 365 universidades mundiais e na área das Humanidades e Artes em 140º lugar.
O número de publicações aumentou de 3.350 entre 2000 e 2006 para 4.671 entre 2004-2010, um aumento de 39 por cento.
APN
Lusa/fim






































