actualizado: Fri, 12 Oct 2012 18:35:05 GMT | de Lusa

UE prepara novas sanções contra o Irão

A União Europeia (UE) acordou um novo pacote de sanções contra o Irão, que vai incluir, entre outros aspetos, as transações financeiras e os setores do gás e do comércio, indicaram fontes diplomáticas.


epa03244475 The shadows of president of the European Union Jose Barroso (© L)

epa03244475 The shadows of president of the European Union Jose Barroso (L) and Victor Ponta (R), prime minister of Romania, are projected over an EU banner, prior to the EU summit called ''EU Friends of Cohesion", at Parliament Palace in Bucharest, Romania, 01 June 2012. The European Union's cohesion policy is focused on reducing the economic and social disparities between regions through the use of financial instruments that would help implement development goals. Prime ministers and high level representatives from siixteen EU member states attend the meeting to discuss the situation in Greece as well as future fiscal and economic policies. EPA/ROBERT GHEMENT

Bruxelas, 12 out (Lusa) – A União Europeia (UE) acordou hoje um novo pacote de sanções contra o Irão, que vai incluir, entre outros aspetos, as transações financeiras e os setores do gás e do comércio, indicaram fontes diplomáticas.

O novo pacote de sanções, considerado como “muito robusto”, foi acordado pelos embaixadores dos 27 Estados-membros da UE e será aprovado num encontro de ministros dos Negócios Estrangeiros europeus, a decorrer na segunda-feira no Luxemburgo, disseram as mesmas fontes, citadas pelas agências internacionais.

A UE “vai decidir pela primeira vez atingir o setor das telecomunicações”, em particular as empresas do setor suspeitas de apoiar financeiramente o regime de Teerão, precisou um diplomata, em declarações à agência noticiosa francesa AFP. As empresas abrangidas pelas medidas serão divulgadas posteriormente.

Todas as transações financeiras entre bancos europeus e entidades bancárias iranianas serão submetidas a uma proibição de princípio, bem como a um limite que será “relativamente baixo”, referiu a mesma fonte.

As operações comerciais relacionadas com a aquisição de produtos alimentares, equipamento médico ou com fins humanitários serão salvaguardas, acrescentou.

As importações de gás iraniano passam a estar igualmente interditas.

As sanções vão igualmente abranger a exportação de materiais que possam vir a ser utilizados para programas nucleares e balísticos iranianos, como, por exemplo, alumínio.

Os 27 Estados-membros acordaram ainda, entre outras medidas, a proibição dos registos de navios iranianos e o congelamento de bens de cerca de 30 novas empresas, nomeadamente dos setores bancário e petrolífero.

O acordo foi possível após longas negociações, especialmente devido a alguns “desafios jurídicos” apresentados por algumas medidas, mas também pela relutância de alguns governos europeus, indicaram as mesmas fontes.

Este novo pacote de medidas vem reforçar as sanções bancárias e comerciais já impostas pelos parceiros europeus ao regime de Teerão. A mais severa é o embargo petrolífero, medida que, em concordância com os Estados Unidos, entrou em vigor oficialmente em julho passado.

O objetivo de Bruxelas é pressionar o regime de Teerão a regressar à mesa das negociações com o grupo 5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido -, e Alemanha) para debater o controverso programa nuclear iraniano.

A comunidade internacional suspeita da natureza do programa nuclear iraniano, afirmando que Teerão tem ambições bélicas e pretende adquirir armas atómicas.

O regime iraniano sempre recusou tais acusações, salientando o carácter civil e pacífico do programa.

SCA. //EJ.

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