Vítor Bento diz que ninguém ainda apontou medidas concretas para o crescimento económico

© 2012 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
Vitor Bento, Presidente da SIBS, 13 de fevereiro de 2012 em Lisboa. ANTONIO COTRIM/LUSA
Lisboa, 18 set (Lusa) - O economista e conselheiro de Estado Vítor Bento sublinhou hoje que ainda não viu uma medida concreta para promover o crescimento económico do país, apesar de todos dizerem que é necessário.
"Julgo que ainda há ideias vagas na questão do crescimento económico, toda a gente fala da necessidade de crescimento, mas não vi nenhuma medida concreta destinada a promover o crescimento económico", destacou Vítor Bento, que falava à margem da conferência “Competitividade e Crescimento de Portugal no Contexto Mundial”, da AT Kearney Portugal, que decorre em Lisboa.
O economista disse ainda julgar que a medida da redução da Taxa Social Única (TSU) para as empresas tinha precisamente esse objetivo em vista.
"A TSU tinha em vista estimular a componente externa da economia, por forma a compensar o aperto na parte interna por via da austeridade. Podemos é discutir a sua eficácia", defendeu.
Vítor Bento considera que a discussão em torno da eficácia da medida devia estar no centro das atenções e afirmou que até agora a única discussão concreta que viu foi a do estudo de cinco economistas das universidades do Minho e de Coimbra.
O estudo conclui que a TSU tem um efeito diminuto na criação de postos de trabalho, enquanto o aumento da contribuição dos trabalhadores leva a uma redução significativa do emprego.
JMG
conteúdos relacionados
A redução do défice com base , sobretudo,na redução da despesa do Estado é que deveriaser feita e nunca maior imporância quase exclusivamente à redução dos saláriose aumento dos impostos.
Optou-se pordiminuir o poder de compra das pessoas e os resultados estão à vista: empobrecimento, recessão,falências, desemprego,venda ao desbarato ao retalho e em saldo o país.
Mas qualquer economista sabia que mais de 90% das nossas empresas proiduzem para satisfazer o consumo interno e, consequentemente, iriam ser nefastas as consequências ao empobrecer e retirar ferozmente o poder de compra aos consumidores.
É obrigatório que qualquer economista conheça as características fundamentais do tipo de economia que existe em Portugal.
Os modelos que se aplicam em outro países podem não ser válidos em Portugale é justamente o que acontece com este ministro das finanças que está encostado e às ordens do ministro das finanças alemão.
A economia tem que estar ao serviço do popvo e não dos grandes grupos financeiros, como tem acontecido por cá.
A questão da redução da TSU tinha apenas o fim de ajudar os grupos financeiros tendo em conta que, uma vez aplicada, as empresas em má situação de dívidas já poderiam amortizá-lasà Banca credora.
Não é verdade senhor economista que nunca teve ao longo da sua vidadifi****ldades em arranjar emprego, até porque andou sempre colado a esses grupos financeiros ou instituições do Estado com a mesma natureza?
Não conheço ninguém que tenha posto em causa a austeridade. O que se põe em causa é a violência, injustiça . imoralidade e total falta de equidade das medidas que têm sido tomadas e tudo isto poderia ser evitado . Esse seria o outro rumo.
Mas já agora, considero que uma medida importante seria reduzir a despesa.
Porque será que não são renegociados ou mesmo rescindidos os contratos relativosàs PPP, sobretudo aqueles que têm todas as características de contratos "leoninos", feitos por políticos que tão só quiseram assegurar on seu futuro quando saíssem da política (alguns exemplos : Jorge Coelho, Ferreira do Amaral).
A nossa legislação, bem como a legislação da maior parte dos países civilizados não permite o pacto ou contrato leonino! De que é que se está à espera?!
Por que será que a todos os parasitas e chulos do Estado que por terem passado pela política e dela se aproveitaram não são eliminadas e não pagas as subvencões vitalícias, até porque hoje exercem funções no sector público e/ou privado ou já estão reformados com bons salários ou boas reformas?
Quando muito teriam de deixar de akumular e obrigados a escolher a que melhor lhes conviesse.
A deskulpa de ser um direito adquirido não pode servir na situação de emergência em que se encontra o país. Os funcionáris ´públicos e aposentados também tinham direito às duas mensalidades a que chamam o subsídio de férias e de natal, direitos adquiridos de que foram espoliados com autorização do Tribunal Constitucional.
Por que não se faz o mesmo às subvenções vitalícias para os políticos por eles criadas e para delas se servirem!?
Não sei se Victor Bento também será atingido, mas sei que nunca o ouvi falar disto que julgo poderia reduzirconsideravelmente a despesa.
Este CE e economista de trazer por casa seguramente que passa um atestado á sua preópria incompetência. Toda a gente percebe que a TSU para os assalariados só vem retrair o consumo, falencias no comércio, encerramento de fábricas e consequento aumento do desemprego; logo, por via destes factores menos receita para o estado e mais encargos nos subsídios de desemprego. Para as empresas exportadoras pode-se perceber a medida.
Em suma, é este fraco ecomista conselheiro de Estado...


















