Vice-presidente do CDS-PP defende "remodelação governamental"

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O líder do CDS-PP/Madeira, José Manuel Rodrigues, discursa durante a abertura do XIII Congresso Regional do CDS-PP, no Funchal, 13 de julho de 2012. HOMEM DE GOUVEIA / LUSA
Porto, 15 set (Lusa) - O vice-presidente do CDS-PP José Manuel Rodrigues defendeu hoje, no Porto, uma eventual “remodelação governamental”, embora tenha declarado que em nome dos interesses do país a coligação PSD/CDS-PP não “deve estar em risco.
“Acho que em nome dos interesses do país, a coligação não deve estar em risco. Agora é preciso repensar o relacionamento ente os dois partidos e eventualmente uma remodelação governamental”, declarou aos jornalistas à entrada para a reunião da comissão política que decorre hoje no Hotel Porto Palácio, no Porto
O CDS-PP reúne hoje a comissão política e o conselho nacional para discutir as medidas de austeridade anunciadas pelo Governo, esperando-se a primeira intervenção do líder, Paulo Portas, que se tem remetido ao silêncio sobre o tema.
Segundo José Manuel Rodrigues, a forma de funcionamento desta coligação está “esgotada”.
“Há falta de coordenação política entre os dois partidos e entre os dois partidos no próprio Governo e desse ponto de vista é necessário, sem pôr em causa a estabilidade política do país e a própria existencia da coligação tentar renegociar a forma como ela funciona”, acrescentou.
Na opinião do vice-presidente do CDS-PP o que deve ser renegociado é sobretudo a “coordenação política” e a ”própria orgânica governamental”, porque, “já se concluiu que esta redução de ministérios não foi benéfica para o país”.
“Eu acho que está esgotado a forma de relacionamento entre os dois partidos e a forma de coordenação política no próprio interior do Governo. Não há química entre os dois partidos. Já houve mais problemas nesta coligação do que nas anteriores e tudo isso deve ser refletido e devem ser retiradas as devidas ilações para o futuro.
A ‘rentrée’ prevista para o Porto foi cancelada, dando lugar às reuniões para "reflexão" do partido, que o líder e ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, disse querer ouvir antes de se pronunciar, justificando com "patriotismo" o silêncio que a oposição chamou de "fúnebre".
CCM.



















